segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

MAMÃE! NENÉM FAZEU COCÔ




Toda mãe fica super feliz quando seu filhinho faz cocô pela primeira vez no peniquinho.  É aquela festa! A criança mostra o cocô à mamãe, ao papai, ao vovô e à vovó, para a táta e para quem mais avistar na casa. Depois vai para o banheiro e com a ajuda da mãe, joga o conteúdo defecado no vaso sanitário e antes da descarga, despede-se. Tchau cocô!
Pronto! A tendência é que a criança passe depois das fraldas e do penico para o vaso. Você já parou para pensar na importância do “fazer cocô” na vida de uma criança? Desde o primeiro dia de vida o bebê começa a encher as fraldas. Mais adiante, dos dois aos quatro anos de idade, estará vivendo a fase anal, assim denominada pelo pai da psicanálise, Sigmund Freud. Começa o treino do toalete. Às vezes se consegue ir ao penico, às vezes não e se faz nas calças mesmo ou escondido em um cantinho, até mesmo embaixo da cama. De repente, a mamãe sente aquele mau cheiro e pergunta (já com conhecimento de causa) ao pequenino: - O quê é isto? O infante, envergonhado, de cabeçinha baixa responde: - Neném fazeu cocô!
Quando a criança começa a controlar a defecação, aprende a expulsar e a reter as fezes, e a ter “prazer” em tal ato. Nisso existe além do desenvolvimento da musculatura anal, um grande valor simbólico decorrente. Eliminar o cocô é jogar para o mundo algo que é somente seu; faz parte do desenvolvimento psicosexual da criança. Quando a criança não faz o “número dois” pode estar desafiando mamãe e papai. Oferecer o cocô como um presente ou prendê-lo, por mais incrível que pareça se mistura com sentimentos dela em relação ao mundo.
Disso decorre que os pais devem ficar de olho nas manifestações da etapa supracitada, pois a fixação na fase anal também será um problema que ao perdurar no desenvolvimento da criança por período excessivo, redundará em eventuais distúrbios futuros, como na origem da neurose obsessiva. A título de exemplo, a retenção do cocô está relacionada com o dinheiro – quem tem um caráter anal torna-se um adulto avarento. Se o problema não for tratado, a criança pode ficar presa nessa fase, intensamente recalcada ou com obsessão pela sujeira. Sendo assim, a aversão pelas funções corpo, pela falta de limpeza, pode afetar a vida adulta. O incentivo adequado ao ato da criança defecar é muito importante. Da mesma forma que os pequenos, os pais também devem ser tratados psicologicamente quando problemas relacionados ao cocô acontecem com seu filho. Eles geralmente pensam que a dificuldade é apenas da criança, mas não é. O tratamento psicológico é uma necessidade para atender o pequeno paciente e para orientar papai e mamãe da melhor maneira, pois cada caso é um caso.